Imagem: from Lisboa X@CamaraLisboa
Por Redação Open Chronicle Portugal com Agências | 8 de fevereiro de 2026
Num domingo decisivo para o futuro político de Portugal, os eleitores que se deslocam às urnas para a segunda volta das eleições presidenciais encontrarão um cenário meteorológico de relativa calma, imprensado entre dois períodos de forte instabilidade. Segundo as previsões do IPMA, a chuva deverá abrandar significativamente durante as horas de votação, intensificando-se apenas após o encerramento das mesas.
Após uma semana marcada pela passagem da depressão “Marta”, que deixou o país em alerta devido a ventos fortes e agitação marítima, o dia de hoje oferece uma janela de oportunidade para o exercício da democracia. Maria João Frade, meteorologista do IPMA, esclarece que, embora o dia tenha começado com aguaceiros dispersos e possibilidade de trovoada isolada ou granizo, a tendência é de uma diminuição da precipitação até ao meio da tarde.
#Tempo: Prevê-se que a depressão Marta que irá atravessar o norte da Península Ibérica este sábado seja menos intensa que a depressão Kristin. Aviso laranja vento em Faro, Beja, Setúbal, Lisboa, Leiria com rajadas até 100/120 km/h, serras e litoral👉 https://t.co/Noum4tEcap pic.twitter.com/WDo1KVya72
— IPMA (@ipma_pt) February 6, 2026
O Regresso da Chuva na Hora H
Apesar da manhã e da tarde “mais pacíficas”, o cenário altera-se a partir do final do dia. Prevê-se um aumento gradual da nebulosidade vinda do litoral oeste, estendendo-se ao interior e ao Algarve. À medida que as urnas encerram, a precipitação deverá passar de aguaceiros dispersos a chuva contínua e persistente.
Este alívio temporário é visto com bons olhos pelas autoridades e candidatos, especialmente após as dificuldades logísticas causadas pelo mau tempo em vários concelhos, onde a falta de energia e as inundações chegaram a ameaçar o normal funcionamento do ato eleitoral.
Neve e Agitação Marítima
Embora a chuva dê tréguas, o frio e a instabilidade nos mares mantêm-se. Nas terras altas, a queda de neve poderá persistir, enquanto a costa portuguesa continua sob vigilância devido à forte agitação marítima residual da tempestade.
Para os próximos dias, o cenário não é animador: prevê-se que terça e quarta-feira sejam os dias com maior carga de chuva, mantendo Portugal num ciclo de humidade e saturação dos solos que já atinge níveis históricos para este início de ano.
Para já, o apelo das autoridades é claro: que o tempo não seja um entrave e que os portugueses aproveitem a “aberta” meteorológica para votar em segurança.