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A circulação na Autoestrada do Norte (A1) está totalmente interrompida na zona de Coimbra. A força das águas, após o colapso de uma infraestrutura de contenção, destruiu parte do pavimento, isolando o norte e o sul do país por via rodoviária.
Por Redação Open Chronicle Portugal com Agências | 12 de fevereiro de 2026
COIMBRA – Portugal enfrenta esta quinta-feira uma das situações mais críticas na sua rede viária nacional das últimas décadas. Um troço crucial da A1, a principal artéria rodoviária que liga Lisboa ao Porto, colapsou nas primeiras horas da manhã, na sequência da rutura de um dique no Rio Mondego.
O incidente ocorreu após dias de precipitação intensa que elevaram o caudal do rio para níveis históricos. A pressão acumulada terá causado a falha estrutural do dique, libertando uma massa de água e detritos que atingiu a base de sustentação da autoestrada. Em poucos minutos, uma extensão considerável do asfalto cedeu, criando uma cratera que impossibilita qualquer tipo de passagem.
Um dique na margem direita do rio Mondego rebentou em Coimbra, junto ao viaduto da A1, obrigando ao encerramento da autoestrada nos dois sentidos entre os quilómetros 189 e 198. A rutura de diques na região já tinha sido antecipada pela autarquia, que ativou um plano de evacuação… pic.twitter.com/c9nJqMgQ4s
— SIC Notícias (@SICNoticias) February 11, 2026
Resposta de Emergência
As autoridades de Proteção Civil e a GNR cortaram imediatamente o trânsito nos dois sentidos entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul. Até ao momento, não há registo oficial de vítimas mortais, embora equipas de busca e salvamento estejam no local para garantir que nenhum veículo foi arrastado durante o desabamento inicial.
“A situação é de extrema gravidade. Estamos a priorizar a segurança das populações ribeirinhas e a avaliar a estabilidade dos terrenos circundantes”, afirmou o Comandante Regional da Proteção Civil em conferência de imprensa improvisada junto ao local do desastre.
Impacto na Mobilidade
O colapso da A1 gera um efeito dominó no tráfego nacional. As vias alternativas, como a A17 e o IC2, já se encontram completamente saturadas, com filas que se estendem por vários quilómetros. A Brisa, concessionária da autoestrada, já fez saber que as equipas de engenharia estão a caminho, mas alerta que a reparação poderá demorar semanas, dada a magnitude dos danos estruturais.
O Governo português já convocou um gabinete de crise para coordenar a resposta logística e avaliar os danos económicos que este corte na principal espinha dorsal logística do país poderá causar.
Previsões Meteorológicas
O IPMA mantém vários distritos do centro sob aviso laranja, prevendo-se que a chuva continue a fustigar a região nas próximas 24 horas, o que dificulta as operações de contenção no Rio Mondego e os trabalhos de perícia na infraestrutura colapsada.