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Open Chronicle Portugal
EMERGÊNCIA NACIONAL
COIMBRA/LISBOA – O cenário de destruição deixado pela intempérie de quarta-feira começa agora a ser avaliado em detalhe, mas as notícias não são animadoras para os condutores. O troço da Autoestrada 1 (A1) em Coimbra, que colapsou após a rutura de um dique no Rio Mondego, permanecerá intransitável por um período prolongado.
A1: Um diagnóstico de “semanas”
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, visitou o local do desastre e foi taxativo: a recuperação total da via “será seguramente uma questão de semanas”. A violência das águas, que atingiram um débito excecional de 2.100 metros cúbicos por segundo, escavou o aterro junto ao viaduto do Mondego, comprometendo a estrutura.
Atualmente, o foco das autoridades é a contenção. Quinze camiões de enrocamento (blocos de rocha) estão no terreno para tentar travar a erosão, mas Pinto Luz alerta que, enquanto o caudal do rio não baixar, é impossível realizar uma “intervenção de fundo”. Existe ainda o risco de a fissura, atualmente no sentido Norte-Sul, alastrar à via contrária.
Caos nas linhas ferroviárias e na A5
O mau tempo não poupou outras infraestruturas:
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Linha do Leste: Uma automotora que fazia a ligação Badajoz-Entroncamento descarrilou em Ponte de Sor (Alto do Padrão) após embater numa barreira de terras caída na via. Felizmente, não se registaram feridos.
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A5 (Cascais): A autoestrada que liga Lisboa a Cascais já reabriu, mas de forma condicionada. A circulação faz-se apenas em duas das quatro vias na zona de Monsanto, após um deslizamento de terras que obrigou a trabalhos de limpeza intensivos durante a madrugada.
Guia de Sobrevivência: Alternativas à A1
Para evitar o bloqueio total em Coimbra, a Brisa e as autoridades recomendam os seguintes desvios:
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Corredor Litoral: Utilização da A8, A17 e A25 para quem viaja entre o Norte e o Sul.
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Via Local: O IC2 é a alternativa direta, embora se preveja um congestionamento severo nestas vias.
“A situação está agora estável, mas o balanço de 1.600 ocorrências num único dia demonstra a escala deste evento meteorológico,” informou a Proteção Civil.
Para contornar o corte total da A1 entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul (km 191), as autoridades e a concessionária Brisa estabeleceram rotas alternativas principais para garantir a ligação entre o Norte e o Sul do país.
Principais Rotas Alternativas
Devido à interrupção na “espinha dorsal” rodoviária de Portugal, o tráfego está a ser desviado principalmente para o corredor litoral e para a estrada nacional paralela à A1:
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Corredor A8 / A17 / A25 (Via Litoral):
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Esta é a alternativa recomendada para o tráfego de longo curso (Lisboa-Porto).
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Percurso: A partir de Lisboa, seguir pela A8 (Oeste) até à Marinha Grande, entroncando na A17 em direção a Aveiro. Em Aveiro, pode retomar o Norte através da A25 ou da A29.
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Vantagem: É uma autoestrada com perfil adequado para grande volume de tráfego, embora o tempo de viagem seja superior.
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IC2 (Itinerário Complementar 2):
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Esta via corre paralelamente à A1 e atravessa a zona urbana de Coimbra.
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Percurso: Saída da A1 em Coimbra Sul ou Condeixa e reentrada em Coimbra Norte (Mealhada).
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Estado: Encontra-se fortemente saturada. É a via mais direta, mas as autoridades alertam para filas de vários quilómetros e congestionamento severo, especialmente para veículos pesados.
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Estado das Vias em Resumo
| Via | Estado | Observação |
| A1 (Coimbra) | Cortada | Sem previsão de reabertura (estimativa de semanas). |
| IC2 | Condicionada | Trânsito muito lento; principal alternativa local. |
| A17 / A8 | Aberta | Fluxo intenso devido ao desvio de tráfego da A1. |
| A5 (Lisboa) | Restrita | Aberta apenas em duas faixas no sentido Lisboa-Cascais (Monsanto). |
Recomendações aos Condutores
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Evite o centro de Coimbra: Se não for estritamente necessário, utilize a A17 para evitar o nó crítico de Coimbra.
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Consulte o Trânsito em Tempo Real: Antes de iniciar viagem, verifique plataformas de tráfego ou os painéis de mensagem variável da Brisa.
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Transporte Ferroviário: Note que a Linha do Leste (Ponte de Sor) também registou incidentes, pelo que deve confirmar os horários da CP se optar pelo comboio.
A situação em Coimbra permanece estável ao nível das águas, mas a intervenção estrutural na A1 só terá início quando o caudal do Rio Mondego permitir a segurança dos trabalhos.