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Tailândia reforça vigilância em aeroportos após surto de vírus Nipah na Índia

Imagem: de Current Report X@Currentreport1

As autoridades tailandesas já rastrearam cerca de 1.700 passageiros provenientes de Bengala Ocidental. Embora nenhum caso tenha sido detetado no país, a letalidade do vírus e a proximidade regional mantêm os serviços de saúde em alerta máximo.

Redação Open Chronicle Portugal  | 28 de janeiro de 2026

A Tailândia intensificou as medidas de vigilância sanitária nos seus principais aeroportos internacionais em resposta a um surto do vírus Nipah detetado no estado de Bengala Ocidental, na Índia. Até ao momento, cerca de 1.700 viajantes foram submetidos a rastreios térmicos e avaliações clínicas, não tendo sido registada qualquer infeção em solo tailandês.

O Ministério da Saúde Pública da Tailândia confirmou que o foco do rastreio está centrado em passageiros que aterram nos aeroportos de Suvarnabhumi, Don Mueang (em Banguecoque) e Phuket, provenientes de áreas críticas. A decisão surge após a Índia ter confirmado novos casos em Calcutá, incluindo profissionais de saúde, desde o passado mês de dezembro.

Confiança nas medidas de contenção

O Ministro da Saúde tailandês, Phatthana Phromphat, afirmou que as equipas de triagem foram mobilizadas por ordem direta do primeiro-ministro, Anutin Charnvirakul. Segundo o governante, caso seja detetado um caso suspeito, o protocolo prevê a quarentena imediata e a obtenção de resultados laboratoriais num prazo máximo de oito horas.

“A transmissão do vírus Nipah difere da Covid-19. Para o Nipah, uma pessoa infetada não transmite o vírus enquanto não apresentar sintomas”, explicou Phromphat, tentando tranquilizar a população e os viajantes sobre o risco de contágio durante os voos. Historicamente, a Tailândia nunca registou um caso desta doença.

Um vírus de elevada letalidade

O vírus Nipah é conhecido pela sua elevada taxa de mortalidade e por ser uma zoonose, frequentemente transmitida através do consumo de seiva de tamareira contaminada por morcegos frugívoros (o seu reservatório natural) ou pelo contacto direto com animais infetados, como porcos.

A preocupação estende-se a outros países da região. No Nepal, as autoridades introduziram controlos em aeroportos e passagens fronteiriças terrestres, enquanto Taiwan propôs classificar o vírus como uma “doença de Categoria 5”,  uma designação reservada para infeções emergentes raras que representam riscos graves para a saúde pública e exigem medidas de controlo especiais.

Em Hong Kong, especialistas de saúde já aconselham os cidadãos a evitar viagens não essenciais para Bengala Ocidental até que a situação esteja estabilizada.

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