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RIO DE JANEIRO – O panorama naval do Atlântico Sul assinalou esta semana um marco decisivo. A fragata Tamandaré (F200), o navio de combate mais moderno e tecnologicamente avançado alguma vez construído em solo brasileiro, chegou à cidade do Rio de Janeiro. Esta movimentação estratégica sinaliza o início de uma etapa crítica: os testes de tiro real e os preparativos finais para a sua incorporação oficial à Armada.
Construída no estaleiro da thyssenkrupp Marine Systems em Itajaí, Santa Catarina, a Tamandaré é a primeira de uma classe de quatro fragatas destinadas a renovar a frota de escolta da Marinha do Brasil. A transição para o Rio de Janeiro não é apenas logística; a capital fluminense, sede dos principais comandos navais e centros de armamento, servirá de base para a integração total dos seus sistemas de armas.
Poder de Fogo e Tecnologia de Ponta
A permanência no Rio de Janeiro será dedicada à verificação da eficácia dos seus sensores e à calibração do armamento pesado. Entre os destaques do seu arsenal, que serão postos à prova em exercícios de tiro no mar, encontram-se:
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O sistema de defesa aérea Sea Ceptor, com mísseis CAMM de lançamento vertical;
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O canhão de proa Leonardo 76/62 mm Super Rapid, capaz de disparar 120 tiros por minuto;
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Mísseis antinavio de fabrico nacional (MANSUP);
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Sistemas de guerra eletrónica de última geração.
O projeto, gerido pela EMGEPRON e executado pelo consórcio Águas Azuis (composto pela thyssenkrupp, Embraer Defesa & Segurança e Atech), representa um salto qualitativo na capacidade do Brasil em proteger a sua “Amazónia Azul”, uma vasta área económica exclusiva rica em recursos naturais.
Rumo à Comissão Extraordinária
Após a conclusão bem-sucedida dos testes de tiro e das avaliações de sistemas integrados, o navio passará pela cerimónia oficial de comissionamento. Este ato marca a entrega definitiva do navio ao setor operativo da Marinha, altura em que a Tamandaré deixará de ser um projeto de engenharia para se tornar um ativo militar pronto para o combate e patrulhamento.
Especialistas do setor indicam que o sucesso desta fase no Rio de Janeiro servirá de modelo para as irmãs de classe, Jerônimo de Albuquerque, Cunha Moreira e Mariz e Barros , que já se encontram em diferentes fases de construção.
A chegada da F200 ao Rio de Janeiro reafirma a ambição do Brasil em manter a supremacia naval regional e a autonomia tecnológica na indústria de defesa.