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Residentes Americanos em Portugal Unem-se a Protestos Globais Contra Administração Trump

Redação Open Chronicle Portugal com agências

LISBOA – O coração da capital portuguesa, a Praça do Comércio, tornou-se este sábado o palco de uma manifestação vibrante e decidida. Centenas de cidadãos norte-americanos residentes em Portugal, acompanhados por portugueses e imigrantes de várias nacionalidades, juntaram-se ao movimento global “Hands Off!” para protestar contra as políticas do Presidente Donald Trump e do seu aliado próximo, Elon Musk.

O protesto em Lisboa faz parte de uma mobilização em massa que percorreu cidades como Londres, Paris, Berlim e centenas de localidades nos Estados Unidos. O objetivo é claro: enviar uma mensagem de resistência contra o que os organizadores descrevem como a “destruição das instituições democráticas” e uma deriva autoritária que ameaça não só os EUA, mas as democracias em todo o mundo.

“Sem Reis na América”

Com cartazes onde se lia “No Kings” (Sem Reis) e “Hands off our Democracy” (Tirem as mãos da nossa democracia), os manifestantes expressaram a sua indignação face à governação por decretos executivos e às recentes tarifas comerciais que têm abalado os mercados internacionais.

Richard Emerson, um septuagenário que vive em Lisboa há 30 anos, foi uma das vozes presentes. “Não podemos permitir que o país onde nasci seja entregue ao fascismo”, afirmou à nossa reportagem. Para muitos dos presentes, a escolha da Praça do Comércio não foi por acaso, evocando o espírito de liberdade que Portugal respira desde o 25 de abril.

Uma Comunidade Ativa

A iniciativa foi impulsionada por membros da Democrats Abroad Portugal, organização que tem visto o seu número de membros crescer exponencialmente desde as últimas eleições. Os ativistas criticam duramente a agenda de Trump, que consideram estar alinhada com o controverso “Project 2025”, visando consolidar o poder presidencial e desmantelar serviços públicos essenciais.

Enquanto em Washington o clima é de tensão política extrema, em Lisboa a manifestação decorreu de forma pacífica e familiar. “Estamos aqui porque, mesmo longe de casa, os nossos valores não têm fronteiras”, explicou uma jovem estudante da Universidade de Lisboa, originária da Califórnia.

O movimento promete não ficar por aqui, com novas ações planeadas para os próximos meses, à medida que a resistência global à atual administração de Washington ganha novo fôlego nas capitais europeias.

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