Image Credentials: Image Title: Portugal chega à cimeira da NATO com investimento em Defesa acima dos 2% do PIB. Source: (chatgpt.com) Date: June 2026. Attribution: This image was created using AI-generated imagery (chatgpt.com) by Open Chronicle and does not depict a real-world scene.
Por Open Chronicle Portugal com agências
Portugal participará na próxima cimeira da NATO, que decorre em Ancara nos dias 7 e 8 de julho, com um marco histórico: o investimento nacional em Defesa ultrapassou pela primeira vez a meta dos 2% do Produto Interno Bruto (PIB), atingindo 2,01%.
O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, durante uma audição parlamentar, onde destacou que o país cumpre agora um compromisso assumido há vários anos perante os aliados da Aliança Atlântica.
“Portugal pode agora afirmar, com orgulho, que cumpre os compromissos que assume”, declarou o governante.
Segundo Nuno Melo, o investimento total em Defesa atingiu os 6,1 mil milhões de euros no último ano.
Desse montante, cerca de 4,1 mil milhões de euros foram executados pelo Ministério da Defesa Nacional, enquanto o Ministério das Finanças contribuiu com 1,16 mil milhões. O Ministério da Administração Interna representou 266 milhões de euros, o Ministério dos Negócios Estrangeiros 63 milhões e outros ministérios somaram cerca de 558 milhões de euros.
Meta dos 2% é apenas o primeiro objetivo
Apesar de Portugal ter alcançado o objetivo definido pela NATO em 2014, Nuno Melo sublinhou que este constitui apenas uma etapa intermédia.
Na cimeira realizada em Haia, os aliados comprometeram-se a elevar o investimento em Defesa para 5% do PIB até 2035, reforçando a capacidade militar da Aliança no atual contexto geopolítico.
O ministro garantiu que Portugal continuará a cumprir os compromissos assumidos, nomeadamente no desenvolvimento de uma brigada média, no reforço das capacidades de guerra antissubmarina e na modernização dos sistemas de defesa aérea.
Europa assume maior responsabilidade
Durante a intervenção, Nuno Melo referiu que os Estados Unidos têm vindo a reduzir parte do seu envolvimento operacional na NATO por razões geopolíticas, o que está a levar os aliados europeus e o Canadá a aumentar significativamente os seus investimentos militares.
Segundo o ministro, a quota de investimento destes países passou de cerca de 27% para quase 40% do esforço coletivo da Aliança.
Na sua perspetiva, esta evolução demonstra que a Europa está a preparar-se para assumir uma responsabilidade crescente pela sua própria segurança e defesa.
Produção industrial de Defesa será prioridade
Também o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, antecipou que a cimeira de Ancara deverá centrar-se no reforço da capacidade industrial de defesa dos Estados-membros.
Em declarações à agência Anadolu, Rutte afirmou esperar que os aliados avancem com medidas concretas para aumentar a produção de equipamento militar e reforçar a base industrial europeia de defesa.
Portugal surge neste contexto como um dos países que têm procurado acelerar o investimento nas suas capacidades militares e na indústria nacional ligada ao setor da Defesa, acompanhando a nova estratégia da Aliança Atlântica num período marcado por desafios de segurança cada vez mais complexos.