Image: from República Portuguesa X@govpt
Por Open Chronicle Portugal
LISBOA – Os residentes de Portugal Continental preparam-se para um novo período de instabilidade meteorológica, com as previsões a apontarem para precipitação significativa ao longo desta semana. O sistema frontal deverá atingir com maior intensidade as regiões do Norte e Centro, muitas das quais ainda recuperam dos danos causados pelas severas tempestades recentes.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), uma série de sistemas frontais ativos atravessará o Atlântico, trazendo chuva persistente e, por vezes, forte, já a partir de segunda-feira. O prognóstico gera novas preocupações quanto à saturação dos solos e ao risco de cheias rápidas em zonas onde as infraestruturas ainda se encontram sob reparação.
Risco de cheias agrava-se com a coincidência entre a chuva intensa e marés altas de grande amplitude entre domingo e segunda-feira. Leia mais: https://t.co/Xmw0KI2Pkt pic.twitter.com/nGQWZX0zEw
— Expresso (@expresso) January 31, 2026
Regiões afetadas em alerta máximo
A primeira perturbação frontal de uma sequencia de várias vai entrando pelo centro e sul do território.
Algumas regiões terão praticamente 10 dias de chuva quase ininterrupta e por vezes muito forte e acompanhada de vento e trovoada.#Cheias #Portugal #Storm pic.twitter.com/DdBUJeRPch— BestWeather (@bestweather_) January 31, 2026
As zonas do Minho, Douro Litoral e Beira Alta, que sofreram o maior impacto do fenómeno de “rio atmosférico” na semana passada, estão novamente sob monitorização rigorosa. A Proteção Civil alertou que, devido ao solo já encharcado, mesmo uma precipitação moderada pode resultar em escoamento rápido, deslizamentos de terra e na subida do nível dos rios.
“Instamos os residentes em áreas vulneráveis a manterem-se vigilantes”, afirmou um porta-voz da Proteção Civil. “O efeito cumulativo desta chuva, ocorrendo tão pouco tempo após a tempestade anterior, aumenta significativamente o risco de inundações tanto em centros urbanos como em vales rurais.”
Arrefecimento no Sul e neve na Serra
Embora se espere que o Norte receba o maior volume de água, o Sul do país, incluindo o Alentejo e o Algarve, não ficará totalmente imune. As previsões indicam aguaceiros dispersos e uma descida acentuada das temperaturas à medida que uma frente fria se desloca para sul a meio da semana. Nas zonas de maior altitude, nomeadamente na Serra da Estrela, é esperada a queda de neve, o que poderá complicar a circulação rodoviária nos maciços montanhosos.
A orla costeira também permanece sob aviso, com a previsão de agitação marítima forte e rajadas de vento que fustigarão a costa ocidental. As autoridades portuárias aconselham as embarcações de pequena dimensão a permanecerem no porto, prevendo-se o agravamento das condições do mar a partir de terça-feira à noite.
Impacto nas infraestruturas e economia
O tempo húmido persistente tem dificultado os trabalhos de limpeza e recuperação após as cheias da última semana, que resultaram no corte de várias estradas nacionais e em prejuízos avultados na agricultura. No Vale do Douro, os viticultores manifestam preocupação com a erosão dos solos nos socalcos, enquanto em Lisboa e no Porto, as equipas municipais trabalham contra o relógio para desobstruir sistemas de drenagem antes do próximo temporal.
As autoridades continuarão a atualizar os avisos meteorológicos à medida que a semana avança. Recomenda-se à população que siga os protocolos de segurança, fixe estruturas soltas e evite atravessar zonas inundadas.