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Japão partilha lições cruciais de sobrevivência para as cheias em Portugal

Image Credentials: Image Title: Japão partilha lições cruciais de sobrevivência para as cheias em Portugal Source: (sora.openai) Date: February 2026. Attribution: This image was created using AI-generated imagery (sora.openai) and does not depict a real-world scene.

Open Chronicle Portugal com agências

LISBOA – Num gesto de solidariedade institucional, a Embaixada do Japão em Portugal emitiu um guia prático de sobrevivência dirigido à população portuguesa, sublinhando que a experiência nipónica como “país de desastres naturais” pode salvar vidas face às recentes e severas inundações que têm fustigado o território nacional.

A mensagem, partilhada sob o mote de que o Japão “está com Portugal”, traz recomendações que desafiam o senso comum, começando pelo vestuário.

Sapatilhas em vez de galochas

Pode parecer contraintuitivo, mas as autoridades japonesas alertam,  evite usar botas de borracha (galochas) em áreas inundadas. Segundo a embaixada, se a água entrar nas botas, estas tornam-se extremamente pesadas, imobilizando a pessoa e dificultando qualquer movimento de fuga. A recomendação recai sobre sapatilhas bem ajustadas, que oferecem maior estabilidade e agilidade em situações de emergência.

A técnica da “terceira perna”

Ao caminhar por águas turvas, o perigo muitas vezes reside no que não se vê. O Japão aconselha o uso de um cabo de vassoura ou um guarda-chuva como uma “terceira perna” para sondar o terreno à frente. Esta técnica serve para detetar tampas de saneamento que possam ter sido deslocadas pela pressão da água, criando armadilhas invisíveis e potencialmente fatais.

Regras de evacuação e segurança rodoviária

O guia estabelece limites físicos claros para a segurança:

  • Evacuação a pé: Deve ser feita antes que a água atinja a altura do joelho. Acima desse nível, a pressão da corrente torna quase impossível a um adulto manter-se de pé ou avançar.

  • Evacuação Vertical: Se a água subir rapidamente acima dos joelhos enquanto estiver em casa, não tente sair. Procure o andar mais alto do edifício.

  • Perigo na estrada: Apenas 30 centímetros de água em movimento são suficientes para arrastar a maioria dos veículos. “Se encontrar uma estrada inundada, não arrisque. Volte para trás, não se afogue”, alerta o comunicado.

Esta partilha de conhecimento técnico reforça a cooperação entre as duas nações num momento em que Portugal enfrenta desafios climáticos crescentes, adaptando estratégias de proteção civil testadas numa das regiões mais resilientes do mundo.

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