Image: from Portugal Defense X @PortugalDefense
Por Redação Open Chronicle Portugal
LISBOA / VIANA DO CASTELO – Portugal está prestes a entrar numa nova era de poder naval com o desenvolvimento do NRP D. João II (Plataforma Naval Multifuncional). Mais do que um simples navio, esta unidade funcionará como uma “nave-mãe” para sistemas não tripulados, permitindo que Portugal controle a sua vasta Zona Económica Exclusiva (ZEE) a partir do céu e das profundezas do oceano.
Financiado em grande parte pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), este navio representa uma ruptura com o passado: é o primeiro navio da Armada desenhado de raiz para operar enxames de drones de forma integrada.
O Cérebro da Operação: Sistemas Não Tripulados
A grande inovação deste navio reside no seu convés de voo e nas baías internas, preparadas para lançar e recuperar uma panóplia de dispositivos autónomos:
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Drones Aéreos (UAVs): Utilizados para vigilância de longo alcance, deteção de incêndios florestais a partir do mar e monitorização de embarcações suspeitas de narcotráfico.
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Drones de Superfície (USVs): Pequenas embarcações autónomas que podem patrulhar áreas extensas ou realizar buscas sem colocar em risco as tripulações humanas.
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Drones Submarinos (UUVs/ROVs): Equipados com sensores para mapear o leito marinho, vigiar cabos de dados submarinos e detetar minas ou poluição.
Características do “Navio-Mãe”
O NRP D. João II terá cerca de 107 metros de comprimento e será capaz de realizar missões que antes exigiriam três navios diferentes:
| Funcionalidade | Descrição Técnica |
| Pista de Drones | Convés de 94 metros preparado para descolagem vertical e catapultas. |
| Hospital de Campanha | Equipado para missões de assistência humanitária e desastres naturais. |
| Capacidade de Carga | Espaço para contentores modulares e laboratórios de biologia marinha. |
| Hangar | Capacidade para helicópteros de médio porte e manutenção de drones. |
Soberania no Mar Profundo
A construção deste navio, em colaboração com o consórcio liderado pela Damen Shipyards e com forte envolvimento da indústria nacional, coloca Portugal na vanguarda da defesa europeia. Numa altura em que a segurança das infraestruturas submarinas (cabos de fibra ótica e energia) é prioritária para a NATO, o NRP D. João II será a principal sentinela destes ativos críticos.
Com a entrega prevista para meados de 2026/2027, este navio será o centro nevrálgico que conectará os novos NPOs de Viana do Castelo, criando uma rede de vigilância digital sobre o mar português.