Image: from Portugal Defense X @PortugalDefense
Por Redação Open Chronicle Portugal
ISTAMBUL / LISBOA – Portugal deu, em janeiro de 2026, um passo decisivo para recuperar uma das suas capacidades militares mais críticas. Nos estaleiros de Tuzla, em Istambul, realizou-se a cerimónia de assentamento da quilha do NRP Luís de Camões, o primeiro de dois novos navios reabastecedores de esquadra que permitirão à Armada Portuguesa voltar a operar de forma sustentada em qualquer oceano do mundo.
Desde o abate do antigo NRP Bérrio em 2020, a Marinha Portuguesa estava dependente do apoio de nações aliadas para reabastecer os seus navios em alto-mar. Com o Luís de Camões, cuja entrega está prevista para abril de 2028, Portugal volta a ter “pernas longas” para missões internacionais e de soberania.
Um Gigante Polivalente de 11.000 Toneladas
O novo navio não será apenas um “posto de combustível flutuante”. Trata-se de uma unidade logística de última geração, desenhada pela empresa turca STM com incorporação de tecnologia e sistemas de comunicações portugueses.
| Característica | Especificação Técnica |
| Comprimento | 137 metros |
| Deslocamento | 11.000 toneladas |
| Velocidade Máxima | Superior a 18 nós |
| Propulsão | Híbrida (Diesel-Elétrica) |
| Guarnição | 50 militares (com alojamento extra para mais 50) |
Capacidades de Missão: “Leva quase tudo”
O Ministro da Defesa, Nuno Melo, descreveu o navio como uma ferramenta “quase polivalente”. Além de combustível para navios e aeronaves, o Luís de Camões transportará:
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Água potável e carga sólida geral (alimentos e peças).
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Munições para rearmamento da esquadra em missão.
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Capacidade Hospitalar: Equipado com valências médicas reforçadas para apoio em situações de catástrofe ou missões humanitárias.
O Fator Estratégico e o NRP D. Dinis
O contrato, avaliado em cerca de 100 milhões de euros por navio, inclui uma segunda unidade: o NRP D. Dinis. Enquanto o Luís de Camões chega em abril de 2028, o seu “irmão gémeo” deverá ser entregue em dezembro de 2028.
Esta dupla permitirá que a Marinha Portuguesa mantenha sempre um navio operacional enquanto o outro cumpre os períodos de manutenção necessários. Segundo o Chefe da Armada, Almirante Gouveia e Melo, estas unidades são essenciais para garantir que Portugal não seja apenas um “observador” no Atlântico, mas um ator capaz de intervir e apoiar os seus aliados da NATO com autonomia total.