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Por Redação Open Chronicle Portugal
LISBOA – O Governo português autorizou, em fevereiro de 2026, a alienação de quatro navios da Marinha Portuguesa à Marinha da República Dominicana. O negócio, fechado por um valor global de 24 milhões de euros, envolve as unidades da Classe Tejo, navios de patrulha costeira que desempenharam um papel fundamental na fiscalização das águas nacionais na última década.
A decisão foi formalizada através do Despacho n.º 1995/2026, marcando uma transição significativa na estratégia de rearmamento da Armada. As embarcações vendidas haviam sido adquiridas em segunda mão à Dinamarca em 2014 por cerca de 4 milhões de euros, tendo sofrido posteriormente um processo de modernização em Portugal que elevou o investimento total da altura para aproximadamente 28 milhões de euros.
Reforço nas Caraíbas e Modernização em Portugal
Para a República Dominicana, a aquisição destes navios representa um salto qualitativo nas suas capacidades de vigilância marítima. As unidades serão utilizadas primordialmente no combate ao narcotráfico, na fiscalização das pescas e no controlo da imigração ilegal, desafios comuns na região das Caraíbas.
Do lado português, esta venda surge num momento de renovação da frota. A Marinha está atualmente empenhada na construção e receção de novos Navios de Patrulha Oceânica (NPO) da Classe Viana do Castelo, fabricados nos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo. A alienação da Classe Tejo permite libertar recursos logísticos e humanos para estas novas unidades, mais modernas e adaptadas a missões de longa duração em mar alto.
Especificações Técnicas dos Navios Alienados
Os navios da Classe Tejo (originalmente classe Flyvefisken) são conhecidos pela sua versatilidade e construção em materiais compostos (fibra de vidro), o que reduz a assinatura magnética e facilita a manutenção do casco.
| Característica | Detalhes |
| Comprimento | 54 metros |
| Deslocamento | Aproximadamente 350 toneladas |
| Guarnição | 24 a 26 militares |
| Autonomia | 7 dias |
| Armamento principal | Suportes para metralhadoras pesadas (12,7 mm) |
A transferência das embarcações deverá ocorrer de forma faseada, incluindo um pacote de formação para as tripulações dominicanas e suporte logístico inicial providenciado por Portugal, reforçando os laços de cooperação militar entre os dois países.