Image Credentials: Image Title: Vacinómetro: Portugal Falha Meta da OMS para a Gripe por Margem Mínima Source: (sora.openai) Date: March 2026. Attribution: This image was created using AI-generated imagery (sora.openai) and does not depict a real-world scene.
Por Open Chronicle Portugal com agências
LISBOA – O mais recente relatório do Vacinómetro, divulgado esta semana, revela que Portugal vacinou 73,5% da população com 65 ou mais anos contra a gripe na campanha de 2025/2026. Apesar do esforço nacional, o país ficou ligeiramente abaixo da meta de 75% definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) pelo segundo ano consecutivo.
O estudo, uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), monitoriza a cobertura vacinal desde 2009 e destaca avanços significativos noutros grupos prioritários.
Proteção Máxima nos Mais Idosos e Doentes Crónicos
Um dos pontos mais positivos do relatório é a cobertura entre os idosos com 85 ou mais anos, que atingiu 88,5%. Nestes casos, a maioria (96,4%) optou pelo Centro de Saúde para a administração da vacina.
A adesão entre doentes crónicos também superou as expectativas:
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Doenças Respiratórias: 89,7% vacinados.
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Diabetes: 88,9 % vacinados.
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Doenças Cardiovasculares: 86% vacinados.
Aumento Expressivo entre Profissionais de Saúde
A cobertura entre os profissionais de saúde com contacto direto com doentes subiu para 64,7%, um salto de 15 pontos percentuais face à época anterior. No total da amostra, a taxa de vacinação cresceu de 47,4% para 61,8%, refletindo uma maior consciencialização pública.
Disparidades Regionais
O Alentejo lidera o ranking nacional de vacinação nos maiores de 65 anos, sendo a região com maior taxa de cobertura, enquanto outras zonas, como a Área Metropolitana de Lisboa, apresentam valores mais modestos, embora ainda acima do limiar dos 75%.
| Região | Taxa de Vacinação (65+ anos) |
| Alentejo | 85,4% |
| Centro | 82,3% |
| Norte | 81,3% |
| Algarve | 80,7% |
| A.M. Lisboa | 75,7% |
O Papel Vital do Médico de Família
A recomendação médica continua a ser o principal motor da vacinação (33,1%), ganhando especial relevância entre as grávidas, em que 65,7% decidiram vacinar-se após aconselhamento clínico. Jorge Ferreira, presidente da SPP, sublinhou que estes números representam um “marco importante” que reduzirá drasticamente a pressão sobre os serviços de urgência durante o inverno.
Até 1 de março de 2026, mais de 2,5 milhões de portugueses já tinham recebido a vacina contra a gripe, divididos de forma equilibrada entre o SNS e as farmácias comunitárias.