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Gigante Energética Shell dá Início à Construção da FPSO Gato do Mato para o Pré-Sal Brasileiro

Image Credentials: Image Title: Gigante Energética Shell dá Início à Construção da FPSO Gato do Mato para o Pré-Sal Brasileiro Source: (sora.openai) Date: January 2026. Attribution: This image was created using AI-generated imagery (sora.openai) and does not depict a real-world scene.

Open Chronicle Portugal com agências

QIDONG / TÓQUIO – A Shell Brasil e os seus parceiros deram um passo monumental na expansão das suas operações em águas ultraprofundas com o início oficial da construção da unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) Gato do Mato. O marco foi assinalado por uma cerimónia de “primeiro corte de aço” para as estruturas superiores (topsides) e o casco da plataforma, que será destinada ao campo de Gato do Mato, na Bacia de Santos.

Engenharia de Ponta e Parcerias Globais

A construção está a ser coordenada pela empresa japonesa MODEC, líder mundial em soluções de produção flutuante, que subcontratou estaleiros de renome na Ásia para a execução do projeto. O corte de aço para o bloco da popa do casco decorreu no estaleiro COSCO Qidong, na China, enquanto a construção do bloco dianteiro já se encontra em curso na Sumitomo Heavy Industries (SHI), no Japão.

A unidade, descrita pela Shell como parte do projeto “Gato do Mato 3.0”, foi desenhada com um foco rigoroso na eficiência e na disciplina de custos, após uma reavaliação estratégica em 2022 devido à volatilidade do mercado global.

Capacidade e Impacto na Produção Nacional

Com início de operações previsto para 2029, a FPSO Gato do Mato será uma das peças centrais do portefólio da Shell no Brasil. A unidade terá capacidade para produzir até 120.000 barris de óleo por dia e processar grandes volumes de gás natural associado. A plataforma será ancorada a uma profundidade de aproximadamente 2.000 metros, a cerca de 200 km a sul do Rio de Janeiro.

O consórcio Gato do Mato é liderado pela Shell Brasil (50%), em parceria com a Ecopetrol (30%) e a TotalEnergies (20%), contando ainda com a gestão da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

Compromisso de Longo Prazo com o Brasil

Este projeto reforça a posição do Brasil como o segundo maior país produtor para o Grupo Shell a nível mundial. Segundo Chris Wibner, gestor da Shell, a nova unidade irá garantir a presença da multinacional em águas profundas brasileiras por, pelo menos, mais 20 anos, substituindo infraestruturas mais antigas que se aproximam do fim do seu ciclo de vida.

O campo de Gato do Mato possui recursos recuperáveis estimados em 370 milhões de barris, consolidando o papel estratégico do pré-sal brasileiro na segurança energética global e no crescimento da produção de líquidos de baixo custo e alta eficiência.

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