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LISBOA – A reta final para a segunda volta das eleições presidenciais, marcada para o próximo dia 8 de fevereiro, revela um fenómeno curioso no eleitorado português. Segundo os dados mais recentes da tracking poll realizada pela Pitagórica para a TVI e CNN Portugal, o candidato António José Seguro continua a ser o grande favorito, embora a sua margem de intenções de voto direto tenha sofrido um revés após o único debate televisivo com o seu opositor.
Se as eleições fossem hoje, António José Seguro venceria com 53,6% dos votos, acima dos 27,9% dos que tencionam votar em André Ventura. Estes valores são antes de distribuição de indecisos, cujo nível subiu para 8,6%. Mas outro valor subiu – e… https://t.co/Tqf0AdqrCn
— TVI Notícias (@tviultimas) February 2, 2026
Radiografia do Voto (Pitagórica)
O estudo, que contou com 608 inquiridos entre os dias 29 e 31 de janeiro, mostra que Seguro detém 53,6% das intenções diretas de voto, contra 27,8% de André Ventura. No entanto, quando projetada a distribuição de indecisos, a vantagem do antigo líder socialista consolida-se em valores mais expressivos:
| Candidato | Voto Direto | Voto Projetado (c/ Indecisos) |
| António José Seguro | 53,6% | 65,8% |
| André Ventura | 27,8% | 34,2% |
| Brancos/Nulos | 9,9% | — |
| Indecisos | 8,6% | — |
O “Efeito Debate”: Queda sem Transferência
Um dos dados mais relevantes deste barómetro é a trajetória descendente de Seguro. Desde o dia 27 de janeiro (data do debate), o candidato socialista perdeu 8,3% de intenções de voto. Contudo, André Ventura não parece estar a capitalizar este descontentamento, tendo subido apenas 1,7% no mesmo período.
O destino dos votos “fugitivos” de Seguro parece ser o refúgio na abstenção ou no protesto:
-
Os votos brancos ou nulos dispararam, subindo 5%.
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O número de indecisos aumentou 1,6%.
Análise: A Resiliência do Voto por Estabilidade
Apesar da queda, a margem de Seguro permanece confortável. Analistas sugerem que os temas da Responsabilidade (41%) e da Estabilidade (21%) continuam a ser os principais motores do eleitorado, beneficiando o perfil mais moderado de Seguro. Por outro lado, o crescimento do “voto de protesto” pode estar ligado à perceção da resposta governamental à recente tempestade Kristin, que fustigou o país.
Independentemente das intenções de voto, a convicção de vitória é quase unânime: cerca de 90 em cada 100 portugueses acreditam que Seguro será o próximo Presidente da República, contra apenas 7 que antecipam uma vitória de Ventura.