Imagem: CNE
Por Open Chronicle Portugal com agências
LISBOA – A poucos dias do ato eleitoral que definirá o próximo inquilino do Palácio de Belém, o cenário político português parece estar a clarificar-se. A mais recente sondagem diária indica uma tendência de distanciamento entre os dois principais candidatos na corrida à segunda volta. António José Seguro reforça o seu estatuto de favorito, beneficiando de uma queda acentuada nas intenções de voto de André Ventura, que parece ter “afundado” na reta final de uma campanha marcada pela polarização.
A Vantagem de Seguro e a Rejeição de Ventura
De acordo com os dados mais recentes da tracking poll, o ex-líder socialista, António José Seguro, mantém uma trajetória sólida, captando não só o eleitorado de centro-esquerda, mas também uma fatia significativa de eleitores moderados que anteriormente apoiavam nomes como Gouveia e Melo ou Marques Mendes.
O fenómeno oposto observa-se na candidatura do líder do Chega. André Ventura, que chegou a liderar em momentos específicos da pré-campanha e do início de janeiro, enfrenta agora um “teto” de crescimento. Os índices de rejeição ao candidato da direita radical permanecem elevados, ultrapassando os 60% em vários segmentos, o que tem dificultado a conquista do voto útil necessário para inverter a tendência.
Motivação de Voto: O “Voto Contra”
Um detalhe relevante revelado pelos estudos de opinião é a natureza do apoio a Seguro. Uma parte considerável dos inquiridos admite votar no candidato não apenas por convicção programática, mas como uma forma de “barragem” à eleição de Ventura. Este “voto defensivo” tem sido o motor que mantém Seguro confortavelmente acima da margem de erro, com projeções que, nalguns cenários, apontam para uma vitória com quase o dobro dos votos do seu adversário.
Reta Final Incerta?
Apesar do otimismo no quartel-general de António José Seguro, a campanha de Ventura aposta tudo nos últimos comícios e na mobilização dos abstencionistas para tentar um “milagre” de última hora. No entanto, os analistas políticos sublinham que a trajetória de queda é difícil de reverter quando o eleitorado parece já ter cristalizado as suas decisões.
A nação aguarda agora pelo próximo domingo, naquele que será um dos momentos mais decisivos da democracia portuguesa recente.