Image: from Negócios Estrangeiros PT X @nestrangeiro_pt
Por Open Chronicle Portugal com agências
Portugal foi eleito membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2027-2028, alcançando uma vitória diplomática considerada histórica ao garantir a eleição logo na primeira volta da votação realizada na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque.
A candidatura portuguesa obteve 134 votos dos 193 Estados-membros da organização, superando a concorrência da Alemanha e assegurando uma das duas vagas reservadas ao grupo da Europa Ocidental e Outros Estados. A segunda vaga foi conquistada pela Áustria, que reuniu 131 votos.
Bastidores: A festa da vitória de #Portugal para o Conselho de Segurança da ONU. @Portugal_UN @ONUPortugal pic.twitter.com/6p9lDPuUcg
— ONU News Português (@ONUNews) June 3, 2026
Vitória inédita para a diplomacia portuguesa
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, acompanhou a votação em Nova Iorque e classificou o resultado como um marco para a política externa portuguesa.
Segundo o governante, esta foi a primeira vez que Portugal conseguiu ser eleito para o Conselho de Segurança logo na primeira ronda de votação.
Paulo Rangel atribuiu o sucesso ao trabalho diplomático desenvolvido ao longo dos últimos treze anos por diferentes governos e chefes de Estado, destacando também o esforço realizado nos últimos dois anos para garantir apoio internacional à candidatura portuguesa.
Portugal 🇵🇹 was elected today to serve on the UN Security Council for 2027–2028.
We also congratulate 🇦🇹 🇰🇬 🇹🇹 🇿🇼 on their election & look forward to working together to prevent conflict, partner for peace & protect people.@AustriaUN @KyrgyzMissionUN @TTUNMission @zimbabwe_un https://t.co/t6k1XDDdhz
— Portugal at the UN (@Portugal_UN) June 3, 2026
Reconhecimento internacional
O primeiro-ministro Luís Montenegro saudou a eleição, afirmando que a vitória reforça o prestígio internacional do país.
Para Montenegro, o resultado demonstra que Portugal possui uma influência diplomática superior à sua dimensão geográfica e económica, consolidando a imagem de um país credível e respeitado nas relações internacionais.
Também o Presidente da República, António José Seguro, destacou a importância da eleição, considerando que representa um reconhecimento dos valores defendidos por Portugal e da confiança que o país transmite na cena internacional.
Quarto mandato português
Membro das Nações Unidas desde 1955, Portugal regressará ao Conselho de Segurança para o seu quarto mandato como membro não permanente.
O país já ocupou o cargo nos períodos de 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012, tendo conseguido ser eleito em todas as candidaturas apresentadas até hoje.
A candidatura portuguesa foi lançada em 2013 sob o lema “Prevenção, Parceria, Proteção”, tendo sido promovida ao longo dos anos por sucessivos responsáveis diplomáticos.
O papel do Conselho de Segurança
O Conselho de Segurança é considerado o órgão mais poderoso das Nações Unidas, sendo responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais.
As suas resoluções têm caráter vinculativo para todos os Estados-membros da ONU.
O organismo é composto por cinco membros permanentes com direito de veto, Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido, e por dez membros não permanentes eleitos por períodos de dois anos.
Novos membros eleitos
Além de Portugal e da Áustria, foram também eleitos para o biénio 2027-2028 a Trindade e Tobago, o Zimbabué e o Quirguistão.
Os novos membros iniciarão funções em janeiro de 2027, substituindo países cujo mandato termina no final de 2026.
A eleição reforça o papel de Portugal na diplomacia internacional num momento marcado por conflitos regionais, desafios de segurança global e crescentes tensões geopolíticas.