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LISBOA / BRUXELAS – O Comissário Europeu da Agricultura, o luxemburguês Christophe Hansen, iniciou uma visita oficial a Portugal com o objetivo central de avaliar os danos e prestar apoio direto aos agricultores portugueses que enfrentam graves dificuldades devido a condições climatéricas extremas e incêndios devastadores.
A deslocação de Hansen sublinha o compromisso de Bruxelas em não deixar para trás as regiões mais vulneráveis do sul da Europa, numa altura em que o setor agrícola nacional clama por medidas de contingência mais robustas. Durante a sua visita, o Comissário reuniu-se com representantes do governo português e associações do setor para discutir a canalização de fundos de emergência e a flexibilização das regras da Política Agrícola Comum (PAC).
Solidariedade no Terreno
Hansen destacou que a União Europeia está atenta à “resiliência dos agricultores portugueses”, reconhecendo que Portugal tem sido um dos países mais fustigados pelas alterações climáticas, alternando entre períodos de seca severa e inundações repentinas. A visita serviu para verificar in loco o impacto nas explorações agrícolas e garantir que os mecanismos de crise da União Europeia sejam ativados com a celeridade necessária.
“A agricultura é a espinha dorsal de muitas das nossas comunidades rurais”, afirmou o Comissário, reforçando que o apoio financeiro e técnico é essencial para manter a viabilidade das explorações e garantir a segurança alimentar no bloco europeu.
Diálogo e Soluções
Entre os temas em cima da mesa estiveram a simplificação administrativa para o acesso a ajudas e o reforço do investimento em infraestruturas de gestão de água, um ponto crítico para a agricultura no Alentejo e noutras regiões do sul. Os representantes dos agricultores aproveitaram a presença do Comissário para pedir uma resposta mais ágil face à perda de culturas e de gado, situações que colocam em risco o sustento de milhares de famílias.
Esta visita de Christophe Hansen é vista como um sinal político forte de que a nova Comissão Europeia coloca a sustentabilidade e a sobrevivência do setor primário no topo da sua agenda para os próximos anos.